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Jornal do Agrupamento de Escolas Cego do Maio
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Oficina "Forja dos Contadores"
Por Ana Ribeiro – Be/cre (Professora), em 2016/01/15437 leram | 0 comentários | 71 gostam
Decorreu hoje na Biblioteca da Escola sede uma oficina de contadores de histórias dirigida aos alunos.
Esta atividade dinamizada pelo Contador de Histórias Rui Ramos decorreu no âmbito da preparação do Festival de Lendas que irá decorrer com a colaboração de todos os parceiros envolvidos no projeto Erasmus+: "VEAC - The Essence of an Active Citizen" (Itália, Noruega, Estónia, Polónia, Estónia e Turquia) na semana de 14 a 18 de março, altura em que alunos e professores destas escolas nos visitam.

Rui Ramos, natural do Porto, é contador de histórias orais, escritas e desenhadas, há mais de 4 anos e Formador nas áreas da ilustração, escrita criativa e narração oral.
Licenciado, Mestre e Doutor em Geologia na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), estudou os mistérios da Terra e do Universo para melhor poder contar as suas histórias. Foi investigador científico durante 12 anos na FCUP.
"Criativo por natureza, improvisador por vocação, contador por paixão e formador por sentido de dever e prazer pela partilha de conhecimento. Contar histórias é a melhor forma de transmitir ideias, conceitos e informação de forma lúdica e cativante, quer para miúdos quer para graúdos.”

Rui fez uma breve introdução sobre a importância de contar histórias. Estamos cercados por histórias no nosso dia-a-dia. As notícias na televisão, na rádio e no jornal. A Bíblia e outros livros religiosos estão cheios de histórias. As aulas na escola são muitas vezes histórias. As canções contam histórias. As imagens contam histórias. Os filmes contam histórias. Os comediantes constroem as suas piadas com histórias. Quando contamos a um amigo sobre algo que aconteceu connosco, estamos a contar uma história.
Algumas histórias têm centenas e até milhares de anos e continuam a ser contadas.
As histórias começaram com a tradição oral, o que significa que foram sendo transmitidas por serem ouvidas e recontadas. Mais tarde, as pessoas começaram a escrever as histórias, mas todos nós ainda nos deliciamos a ouvir histórias contadas em voz alta.
As histórias são poderosas. Elas podem ensinar-nos valores que o autor da história acha que as pessoas devem viver. Elas podem ensinar-nos história. Elas podem entreter-nos. Elas podem fazer-nos pensar sobre as coisas de uma maneira que nunca tínhamos pensado antes. Eles podem fazer-nos rir. Eles podem fazer-nos chorar.

O grupo de 18 alunos inscritos (várias turmas do 5.º ao 8.º ano) deliciou-se com as histórias que ouviram e participaram com muito entusiasmo nos exercícios propostos pelo formador ao longo da oficina: exercícios de voz, mímica e uso da palavra. Algumas técnicas e dinâmicas importantes para despertar bons contadores de histórias e desenvolver o seu potencial intelectual, criativo e imaginativo.

“Mais que um educador, mais que um guardião do património cultural de um povo, sociedade ou civilização, um contador de histórias é um timoneiro. É aquele que conduz os ouvintes por uma viagem que começa na nossa realidade espaço – temporal, passa por um espaço-tempo diferente (passado, futuro, real ou imaginado) povoado por pessoas/seres fictícios ou não, e termina de novo na nossa realidade e, quando chega ao fim, o público tem a distinta noção que alguma coisa mudou. Mesmo sem nunca nos termos deslocado no espaço, o nosso cérebro quando ouve uma história, se estiver devidamente cativado pelo contador, viaja e visualiza aquilo que nos é descrito ao longo do conto. O contador cria as condições para desenvolver um estado alterado de consciência. O público experimenta uma sensação de sonhar acordado, onde as mentes mais sugestionáveis vivem a aventura como se estivessem no conto.” Rui Ramos


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